Ação faz parte do Jubileu de Brilhante da Catedral Nossa Senhora Aparecida, que comemora os 75 anos de fundação.
“Quem tem um amigo, tem um tesouro”. Essa passagem inspirada no capítulo seis do Livro do Eclesiático suscita que a comunidade da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em conjunto com a Arquidiocese de Passo Fundo, lance, no final de semana do dia 18 e 19 de janeiro, a campanha “Amigos da Catedral”. A ação busca arrecadar fundos para a preservação de um espaço que é patrimônio imaterial de Passo Fundo, a restauração do templo, especialmente dos vitrais da igreja.
O lançamento da campanha coincide com um marco histórico para o município: os 75 anos de fundação da Catedral, datado em 20 de janeiro de 1950. O lançamento das comemorações do Jubileu de Diamante, assim como a Campanha, acontecerá em todas as missas do final de semana, a saber, como a (18), às 18h, e domingo (19), às 9 horas, 10h30min, 19horas e 20 horas. As celebrações contarão com a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom Rodolfo Luís Weber e do pároco da Catedral, Padre Ari Antônio dos Reis.
Os Vitrais
A Catedral de Passo Fundo é um cartão postal da cidade. Seu interior é um ambiente de reflexão, devoção e espiritualidade para milhares de fiéis e visitantes, em grande parte, graças aos 250m² de vitrais. As 14 janelas laterais apresentam os 12 apóstolos, as colunas da Igreja e os papas São João XXIII e São Paulo VI.
Fabricados pela Casa Genta, uma das empresas mais renomadas do ramo, entre o final de séc. XIX e início do séc. XX, os vitrais consistem em um delicado e minucioso trabalho artesanal do artista alemão Max Dobmeier e do espanhol Francisco Huguet.
O processo de produção dos vitrais começa pelo desenho e pintura de cada um dos pedaços de vidro, que depois são levados ao forno, montados em perfis de chumbo e fixados no local da janela com estuque (massa de vidraceiro). No caso da Catedral, os vitrais foram feitos em várias etapas e a confecção das primeiras obras é de 1947.
A restauração
Apesar de bem conservados de modo geral, os vitrais demonstram sinais das décadas que se espelharam em seus vidros coloridos. Muitos deles estão abaulados e registram o acúmulo de fuligem. As estruturas de chumbo e estuque também estão comprometidas, o que faz com que as peças corram o risco de se desmontarem.
Assim como a produção, o processo de restauro também é delicado. Cada uma das obras precisa ser retirada e transportada até a fábrica, onde as peças devem ser desmontadas e lavadas com uma solução de ácido muriático. Após a remoção da sujeira, os vidros quebrados ou perdidos precisam ser substituídos por novos idênticos aos originais e esses, queimados em fornos a uma temperatura de 600 ºC.
Depois, os vitrais devem ser remontados, com amarração de novos perfis de chumbo e reaplicação de estuque, e soldados com liga de estanho, para, somente assim, serem reinstalados nas esquadrias das janelas.
A reforma em fases
Além dos vitrais, a reforma da Catedral vai contemplar o restauro e pintura das paredes externas e internas e das fachadas frontal, laterais e dos fundos da igreja.
Doações
A campanha Amigos da Catedral é uma das iniciativas para a arrecadação de fundos e as doações podem ser feitas via chave PIX: 54 996718616 ou através da Secretaria da Catedral.
Por: Pe. Ari Antonio dos Reis
Fonte: ASCOM - Elisabete Gambatto