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O significado e valor do Presépio

O significado e valor do Presépio

  (Baseado na Carta Apostólica Admirabile Signum, do Papa Francisco) O Presépio é como um Evangelho vivo que transborda das

 

(Baseado na Carta Apostólica Admirabile Signum, do Papa Francisco)

O Presépio é como um Evangelho vivo que transborda das páginas da Sagrada Escritura. É um sinal admirável, muito amado pelo povo cristão, que suscita maravilha e arrebatamento. A reprodução do acontecimento da natividade de Jesus corresponde, a anunciar o Mistério da encarnação do Filho de Deus, com simplicidade e alegria. Olhando a representação do Natal, o Presépio, o convite é de nos colocarmos a caminho, espiritualmente, seduzidos pela humildade de quem Se fez um de nós, para encontrar-Se com todo o ser humano, descobrindo que Ele tanto nos ama, que Se uniu a nós, para que também possamos nos unir a Ele.

O Papa Francisco apóia e deseja que a tradição de preparar o Presépio, nos dias que precedem o Natal, se estenda, também, nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… O hábito, com os pais e avós desde criança, guarda uma espiritualidade popular profunda. Que a prática não desapareça, mas onde foi esquecida, seja redescoberta.

O evangelista Lucas diz que, se completando os dias de Maria dar à luz, “teve o seu filho primogênito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria”(2,7). Jesus é colocado numa manjedoura, que em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra Presépio, que inclui vários Mistérios da vida de Jesus, mostrando-os familiar à nossa vida diária. O Presépio desperta enlevo e nos comove, manifesta a ternura de Deus. O Criador do universo abaixa-Se até a nossa pequenez. Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida, cujo dom é sempre misterioso para nós e nos fascina.

Os vários sinais do Presépio contemplam grande significado. O céu estrelado, na escuridão e no silêncio da noite, traz luz onde há trevas e ilumina as sombras do sofrimento (cf. Lc 1,79). As paisagens, as montanhas, os riachos, o boi e a vaca, as ovelhas e os pastores, lembram que toda a criação participa na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são sinais de que nós somos chamados a pôr-nos a caminho, para ir até à gruta adorar o Senhor. As figuras simbólicas, dos mendigos e pessoas que só conhecem a abundância do coração, estão próximas do Menino Jesus, de pleno direito, ninguém pode afastá-las do berço, com o qual não destoam, mas são os privilegiados deste Mistério, os que reconhecem a presença de Deus no meio de nós. A mensagem é que não podemos nos iludir pela riqueza e por tantas propostas de felicidade. Há outras figuras do Presépio, que parecem sem relação evidente com o Evangelho, mas a imaginação mostra que há espaço para tudo o que é humano, e para toda a criatura, do pastor ao ferreiro, do padeiro aos músicos, das mulheres com a bilha de água ao ombro às crianças que brincam,… Tudo representa a santidade e a alegria de realizar as coisas do dia a dia, quando Jesus partilha conosco a sua vida divina.

Na gruta temos as figuras de Maria e de José. Maria, uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quem vêm visitá-Lo. Faz pensar no grande Mistério que a envolveu, quando Deus bateu à porta do seu coração: “Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra”(Lc 1, 38), um testemunho para todos nós. São José, homem justo, se entregou à vontade de Deus e a pôs em prática. Em geral é representado com o bordão na mão. Desempenha um papel importante na vida de Jesus e Maria, o guardião que não se cansa de proteger sua família.

No Natal, o coração do Presépio palpita, quando a figura do Menino Jesus é ali colocada. Assim se apresenta Deus, um Menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, revela a grandeza do seu amor, manifestado no sorriso e em suas mãos estendidas, para quem quer que seja. Deus adota nossos comportamentos , dorme, mama ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. Assim o Presépio nos mostra Deus, tal como entrou no mundo, e desafia-nos a uma vida inserida na de Deus.

Aproximando-se a festa da Epifania, são colocadas no Presépio as três figuras dos Reis Magos. Vendo a estrela, os sábios e ricos senhores do Oriente, põe-se a caminho rumo a Belém, para conhecer Jesus e oferecer-Lhe presentes simbólicos: o ouro, honra a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada de que experimentará a morte e a sepultura.

A forma igual ou não, de montar o Presépio a cada ano, não é o mais importante. Ele precisa falar à nossa vida, narrar o amor de Deus que Se fez menino, para nos dizer o quanto está próximo do ser humano, independente de sua condição. O Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé, e educa para sentir, que nisto está a felicidade. Motivemo-nos, catequizandos e catequistas, para em família, termos a prática de armar o Presépio a cada ano, vivendo seu sentido!

 

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