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“Não vos deixarei órfãos”.

“Não vos deixarei órfãos”.

O Tempo Pascal, que na liturgia católica vai da Páscoa até Pentecostes, está indo para as duas últimas semanas. O

O Tempo Pascal, que na liturgia católica vai da Páscoa até Pentecostes, está indo para as duas últimas semanas. O ambiente descrito nos textos bíblicos é de despedida, pois a forma da presença de Jesus Cristo ressuscitado sofrerá uma mudança significativa. O texto bíblico deste domingo é João 14,15-21 no qual Jesus prepara os discípulos para a nova etapa das suas vidas, afirmando claramente que “não os deixará órfãos”. O abandono poderá acontecer por parte dos discípulos, mas não da parte de Jesus.

Até o momento que Jesus foi preso, torturado, morto e depois ressuscitou os discípulos sentiam-se seguros, protegidos e muito bem conduzidos. Jesus os conduzia por um caminho seguro, pois Ele mesmo era o caminho. Em meio a tantas dúvidas, mentiras, incertezas e angústias ouviam palavras ensinadas com autoridade, pois Jesus era Verdade. Em meio a tantos sinais de morte – doenças, corrupção, ódios, condenações injustas, exploração dos mais frágeis da sociedade, assassinatos – Jesus era a Vida, pois onde passava florescia a vida. São Pedro resume a ação dele com quem “passou pelo mundo fazendo o bem”.

E agora, como prosseguir o caminho sem esta maneira bem humana de convivência com Aquele que tinham depositado a confiança e que lhes dava segurança? A iniciativa e a resposta é o próprio Jesus que oferece. “Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração” (Jo 14,1.27), repete duas vezes, e acrescenta porque “não vos deixarei órfãos”. Isto é, desamparados, abandonados, sem rumo e expostos a todas as formas de exploração. Afirma que vai rezar ao Pai, que “dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade”.

Mas o vínculo que manterá unidos eternamente os discípulos e o mestre Jesus é o amor e a vivência dos mandamentos. Quando fazemos a experiência da orfandade, por ocasião da morte dos pais, o vínculo que não é rompido é o do amor existente entre filhos e pais e a vivência dos ensinamentos recebidos. Esta relação situa-se na livre escolha dos filhos de amarem os pais e viverem o que lhes foi transmitido.

Por isso Jesus diz: “se me amais, guardareis os meus mandamentos”. O amor se torna a condição para cumprir os mandamentos, da mesma forma será a prova do amor para com ele. Isto também se chama de fé, pois denota adesão pessoal que culmina no amor. A adesão pessoal à pessoa de Jesus e aos seus ensinamentos transforma-se em impulso de identificação. É orientação da vida conforme as exigências do amor, que não é lei externa, mas sim expressão exterior de adesão e sintonia com Jesus.   

Não estamos órfãos, mesmo que o contexto seja de insegurança, pois somos amados.

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