Os bispos dedicaram a segunda sessão desta sexta-feira, 17 de abril, da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), à eleição do presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso. Foi escolhido dom Rodolfo Luís Weber, arcebispo de Passo Fundo, que ficará o cargo até o final deste quadriênio (2023-2027).
Dom Rodolfo já ocupava interinamente a presidência da comissão desde a transferência do ex-presidente, dom Teodoro Tavares para a Diocese de Santiago de Cabo Verde, na África. Em sua primeira fala, o novo presidente agradeceu pelo trabalho desempenhado por tantos anos por dom Teodoro, que também é membro do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano.
Segundo dom Rodolfo, o trabalho da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso tem duas frentes: uma é o diálogo ecumênico com as igrejas cristãs, que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), de achar meios, formas, manter a comunicação, incentivar, por exemplo, a Semana de Oração pela Unidade Cristã. Além disso, também a dimensão do diálogo interreligioso com as outras denominações religiosas. “Temos essa tarefa de levantar o assunto, proporcionar formação, proporcionar encontros e, também, de responder e representar oficialmente da CNBB em eventos desta grandeza”.
Dom Rodolfo aponta que o programa central de funcionamento da Comissão está proposto nos próprios estatutos e regimento interno da CNBB. Neste ano de 2026, o grupo já realizou, no mês de fevereiro, duas noites de estudo sobre a dimensão da liberdade religiosa, a partir da legislação e dos testemunhos de pessoas de outras denominações religiosas. A Comissão terá, no mês de setembro, um final de semana de convivência interreligiosa, em Jundiaí. “E hoje de manhã foi apresentado pelo Vaticano que, em muitos países do mundo, esse direito fundamental do ser humano não é respeitado”.
O arcebispo de Passo Fundo e novo presidente do colegiado revela que a Comissão está organizando uma cartilha de discernimento com orientações dos fundamentos do diálogo ecumênico e interreligioso. “Nosso trabalho quer cumprir esse desejo da Igreja, expresso em documentos do Conselho Vaticano II, sobretudo na declaração Nostra Aetate, que fala especialmente sobre a relação com as Igrejas não cristãs. Depois nós temos a Unitatis Redintegratio, sobre o ecumenismo, e também, a Dignitatis Humanae, que é um decreto sobre a liberdade religiosa”