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DIÁCONO DALCINEI SACHETI FALA DA PREPARAÇÃO PARA SUA ORDENAÇÃO PRESBITERAL

DIÁCONO DALCINEI SACHETI FALA DA PREPARAÇÃO PARA SUA ORDENAÇÃO PRESBITERAL

  A Arquidiocese de Passo Fundo vai ordenar mais um padre no próximo dia 19 de março, às 16 horas,

 

A Arquidiocese de Passo Fundo vai ordenar mais um padre no próximo dia 19 de março, às 16 horas, na Comunidade Nossa Senhora do Rosário de Vila Langaro. O novo padre receberá o Sacramento da Ordem pela imposição das mãos do arcebispo Dom Rodolfo Luís Weber, em missa concelebrada por diversos presbíteros da Arquidiocese.

O diácono Dalcinei Sacheti que irá se tornar padre dedicou alguns minutos para uma “entrevista” à Ascom da Arquidiocese.


Assistente de ComunicaçãoJá estamos nos aproximando de sua ordenação sacerdotal, com a Graça de Deus.

Quais suas expectativas para esse momento?

Quem se coloca no caminho da formação do seminário, é claro, aguarda este dia. Afinal é para isso que se inicia o percurso. Mas é preciso ter claro que não é um dia definitivo, não se pode dizer, agora estou pronto, depois disso tudo estará como deve ser… É um dia de assumir um compromisso com o povo de Deus, mas na certeza que é preciso sempre estar a caminho porque nunca deixamos de ser discípulos que procuram seguir o Mestre Jesus, anunciando-o com a vida, mas sempre aprendendo e continuando o caminho para estar cada vez mais próximo Dele. O dia da ordenação é uma festa da Igreja, que recebe um novo presbítero e tenho certeza que muita gente esperou por este dia. É um dia especial por um sim dado aos poucos e com a força de Cristo, entusiasma por saber que tem dificuldades, mas também muitas alegrias pela frente.

 

ASCOM – Como estão os preparativos para a ordenação?

Fiquei muito contente de saber que a comunidade de onde venho tenha aceitado o pedido para fazer a ordenação lá. É um momento festivo que envolve muita gente e isso é bonito. Se dependesse só de mim, não sei se ela se realizaria. Mas como podemos contar com muitas mãos e ideias, aos poucos tudo vai se organizando. Tem muito a fazer, mas como não estou sozinho, tenho certeza que vai dar certo. Contamos sempre com a graça de Deus para que seja um momento bom para todos.

 

ASCOM – Que motivos o levaram a atender o pedido de Jesus: “Vem e segue-me”?


De início a religiosidade da família conta muito, a educação se recebe em casa. Mas saber que Deus ama a todos, Ele é nosso Criador e tem um plano de vida feliz para todos impulsiona. A Palavra de Deus nos mostra isso, um Deus acolhedor, que não se esquece nem dos menores, dos mais simples. Aliás, é para eles que dedica maior amor. A fé de que esse plano, que vai além de todos os limites humanos, é do que o mundo precisa é a maior motivação. Só a fé em Deus nos preenche, nos leva mais além, nos dá base para construir um futuro em que todos tenham lugar e saber que tudo o que construímos aqui, não acaba aqui, mas fica para a vida eterna.

 

ASCOM – Prestes a ser ordenado sacerdote, quais as suas expectativas para o exercício de seu ministério?


Sabemos que sozinhos não conseguimos fazer muito, o que eu posso fazer é uma parte, que se completa na comunidade. Sempre é preciso ser ponte. Essa é a função do presbítero. Ser ponte entre as pessoas, ser ponte entre a comunidade e Deus, ser ponte para a construção do Reino de Deus, através dos sacramentos, da escuta atenta das alegrias, das dores, dos sonhos da comunidade, apresentando tudo ao Deus da vida e procurando viver os princípios do evangelho, buscando a justiça, a fraternidade e o fortalecimento da comunidade na fé.

 

ASCOM – Em que um jovem presbítero pode contribuir em nosso mundo atual?

Já não sou tão jovem, tenho 42 anos, mas o nosso mundo carece de valores humanos, o Papa Francisco tem falado muito da globalização da indiferença. As pessoas enxergam as realidades de muito sofrimento, de situações em que a dignidade humana não é alcançada. Com a ajuda da Palavra de Deus e a sua presença um presbítero pode ser luz e exemplo para uma humanidade diferente, mostrando que é possível viver diferente, que todas as pessoas serão mais felizes se se abrirem às necessidades uns dos outros e procurarem resolver os problemas uns dos outros e cuidar do bem comum que também está deixado de lado para defender interesses particulares e de grupos, fechando-se ao diferente e negando-se a dialogar para ouvir o outro. Para isso o presbítero precisa ser aquele que acende a luz de que é possível, que vale a pena acreditar num mundo mais humano e fraterno.

 

ASCOM – Como você analisa a questão da vocação sacerdotal hoje? Que papel os sacerdotes devem ter na Igreja contemporânea e que tendências você percebe para o futuro do sacerdócio?


De novo, acredito que o sacerdote deve ser ponte na comunidade, não pode ditar regras, mas precisa construir a comunidade junto com o povo, ser aquele que as vezes caminha na frente para mostrar o caminho, às vezes no meio do povo para apoiar os que caminham junto e outras vezes atrás para ajudar os que têm dificuldades, que precisam de apoio em muitos sentidos. O sacerdote não deve fazer tudo sozinho, ele precisa contar com as forças da comunidade, confiar nas pessoas, afinal, hoje a Igreja tem bem claro que o sacerdote fica por um tempo junto com a comunidade, mas quem está ali, junto com ele, são as pessoas que têm suas raízes ali, que ficarão e que geralmente conhecem melhor a realidade de cada lugar. Isso significa viver a sinodalidade que a Igreja reflete através do sínodo da Igreja, que concluirá mais uma etapa neste ano. Caminhar juntos significa se ajudar, ter a consciência de que cada um tem sua contribuição.

Penso que a Igreja caminha nessa direção, mas tem seus desafios, pois às vezes vemos sinais no caminho contrário, de sacerdotes que tem em seu horizonte o estrelismo, de alguém que está acima do povo e isso preocupa, mas felizmente ainda a maioria compreende os apelos da Igreja manifestados pelo nosso querido Papa Francisco de que o presbítero precisa estar próximo do povo, pois ele vem do meio do povo.

 

ASCOM – Há 5 meses você foi ordenado diácono, exercendo trabalhos pastorais na Paróquia Nossa Senhora da Glória – Carazinho. Conte-nos um pouco de como foi essa experiência.

Penso que essa experiência não pode ser resumida nesses cinco meses, mas foi uma caminhada que se iniciou em 6 de fevereiro de 2022, quando chegamos o Pe. Moisés e eu para trabalhar com a comunidade. Fomos muito bem recebidos. Nesse tempo fomos conhecendo a realidade da Paróquia, suas alegrias e seus desafios. Foi graças a essa experiência que dei minha resposta assumindo o diaconado que para mim foi um tempo de novas experiências e desafios, também de crises e de pensar sobre a caminhada. Fiquei feliz por poder ajudar de forma mais efetiva a comunidade, principalmente com o sacramento do batismo e a celebração da Palavra. O maior desafio é com a mobilização da comunidade São Judas Tadeu, onde vivem muitos catadores de materiais recicláveis, lugar de extrema pobreza, mas com a ajuda de muitas pessoas da Paróquia, vamos compreendendo a realidade e buscando maneiras de congregar o povo de Deus.

 

ASCOM – Gostaria de deixar algum recado ou uma mensagem para os jovens que estão em processo de discernimento?

Que escolham bem os critérios que vão usar para definir o caminho a seguir. O mundo oferece muitas facilidades em termos materiais, sucesso, mas cobram um preço alto a muitas pessoas em termos de realização pessoal, pois muitas delas não ajudam a crescer como o ser humano de forma integral. Tenham Deus em seu coração, sejam humildes, sabendo que todos os caminhos têm dificuldades. Pensem qual caminho se identificam e não tenham medo de se arriscar. Para quem está com Cristo, Ele mostra os caminhos e ajuda a superar as dificuldades.

 

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