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Catequeses 6. Sobre “Jesus Cristo, nossa esperança. A infância de Jesus”, traz uma reflexão sobre a visita dos Magos ao Rei recém-nascido.

Catequeses 6. Sobre “Jesus Cristo, nossa esperança. A infância de Jesus”, traz uma reflexão sobre a visita dos Magos ao Rei recém-nascido.

Queridos irmãos e irmãs, Nos Evangelhos da infância de Jesus, há um episódio que é próprio da narrativa de Mateus:

Queridos irmãos e irmãs,

Nos Evangelhos da infância de Jesus, há um episódio que é próprio da narrativa de Mateus: a visita dos Magos. Atraídos pelo aparecimento de uma estrela, que em muitas culturas é presságio do nascimento de pessoas excepcionais, alguns sábios partem do Oriente sem conhecer exatamente o destino de sua jornada. Trata-se dos Magos, pessoas que não pertencem ao povo da aliança. Na última vez, falamos dos pastores de Belém, marginalizados na sociedade judaica por serem considerados “impuros”; hoje encontramos outra categoria: os estrangeiros, que chegam imediatamente para prestar homenagem ao Filho de Deus, que entrou na história com uma realeza totalmente inédita. Os Evangelhos nos dizem, portanto, com clareza, que os pobres e os estrangeiros são dos primeiros a serem convidados a encontrar o Deus feito criança, o Salvador do mundo.

Os Magos foram considerados representantes tanto das raças primordiais, geradas pelos três filhos de Noé, quanto dos três continentes conhecidos na Antiguidade: Ásia, África e Europa, bem como das três fases da vida humana: juventude, maturidade e velhice. Independentemente de qualquer possível interpretação, eles são homens que não permanecem imóveis, mas, como os grandes chamados da história bíblica, sentem o convite para se mover, para partir em caminhada. São homens que sabem olhar além de si mesmos, sabem olhar para o alto.

A atração pela estrela que surgiu no céu os coloca em marcha rumo à terra de Judá, até Jerusalém, onde encontram o rei Herodes. Sua ingenuidade e confiança ao perguntar sobre o recém-nascido rei dos Judeus se chocam com a astúcia de Herodes, que, inquieto pelo medo de perder o trono, imediatamente tenta esclarecer a situação, entrando em contato com os escribas e pedindo-lhes que investiguem.

O poder do soberano terreno mostra, assim, toda a sua fraqueza. Os especialistas conhecem as Escrituras e informam ao rei o local onde, segundo a profecia de Miqueias, nasceria o chefe e pastor do povo de Israel (Mq 5,1): a pequena Belém e não a grande Jerusalém! De fato, como lembra Paulo aos Coríntios: «Aquilo que é fraco para o mundo, Deus escolheu para confundir os fortes» (1Cor 1,27).

No entanto, os escribas, que sabem identificar com precisão o lugar do nascimento do Messias, indicam o caminho aos outros, mas eles mesmos não se movem! Pois não basta conhecer os textos proféticos para sintonizar-se com as frequências divinas; é preciso deixar-se transformar interiormente e permitir que a Palavra de Deus reavive o anseio pela busca e acenda o desejo de ver Deus.

Neste momento, Herodes, às escondidas, como agem os enganadores e violentos, pergunta aos Magos sobre o momento exato do aparecimento da estrela e os incentiva a continuar a viagem e depois voltar para informá-lo, para que ele também possa ir adorar o recém-nascido. Para aqueles que estão apegados ao poder, Jesus não é a esperança a ser acolhida, mas uma ameaça a ser eliminada!

Quando os Magos partem, a estrela reaparece e os conduz até Jesus, sinal de que a criação e a palavra profética representam o alfabeto com o qual Deus fala e se deixa encontrar. A visão da estrela desperta naqueles homens uma alegria incontida, porque o Espírito Santo, que move o coração de todo aquele que busca Deus com sinceridade, também o preenche de alegria. Ao entrarem na casa, os Magos prostram-se, adoram Jesus e lhe oferecem presentes preciosos, dignos de um rei, dignos de Deus. Mas por quê? O que eles veem? Um antigo autor escreve: eles veem «um pequeno e humilde corpo que o Verbo assumiu; mas não lhes é ocultada a glória da divindade. Vê-se um menino pequeno; mas eles adoram Deus» (CROMÁCIO DE AQUILEIA, Comentário ao Evangelho de Mateus 5,1). Os Magos tornam-se, assim, os primeiros que acreditam dentre todos os pagãos, imagem da Igreja reunida de todas as línguas e nações.

Queridos irmãos e irmãs, coloquemo-nos também nós na escola dos Magos, desses “peregrinos de esperança” que, com grande coragem, dirigiram seus passos, seus corações e seus bens àquele que é a esperança não só de Israel, mas de todos os povos. Aprendamos a adorar Deus em sua pequenez, em sua realeza que não oprime, mas liberta e torna capazes de servir com dignidade. E ofereçamos a Ele os mais belos presentes, para expressar nossa fé e nosso amor.

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