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Quarta-feira de Cinzas o início de um caminho

Quarta-feira de Cinzas o início de um caminho

A Quarta-feira de Cinzas marca o início de um tempo profundamente significativo para nós católicos. Neste dia, somos convidados, pela

A Quarta-feira de Cinzas marca o início de um tempo profundamente significativo para nós católicos.

Neste dia, somos convidados, pela nossa amada Igreja, a reconhecer nossa fragilidade e nossa necessidade de conversão. As cinzas impostas em nossa fronte com o traçado de uma cruz e com as simples palavras – Convertei-vos e crede no Evangelho! – atuam como um símbolo, lembrando que “somos pó e ao pó voltaremos”, (Gn 3,19).

Além disso, sempre é muito interessante recordar que estas cinzas são oriundas dos ramos, quando alegres entoamos o Hosana, reconhecendo Cristo como nosso Deus e Salvador, no último Domingo de Ramos. Neste sentido, ter em mente estes dois momentos, ajuda em nossa reflexão individual para estarmos mais moldados à forma que é Jesus Cristo.

Também, nesta data inaugura a Quaresma, que é um período de reflexão, penitência e renovação espiritual. Este período de quarenta dias clama que cada fiel olhe para dentro de si, identifique suas limitações e busque a misericórdia e o amor de Deus.

Por fim, aqui no Brasil, temos a graça de nos envolvermos com a Campanha da Fraternidade, que neste ano nos instiga a pensarmos sobre a Fraternidade e a Ecologia Integral, lembrando que tudo o que Deus fez foi muito bom! (Gn 1,31).

Quarta-feira de Cinzas e o Caminho da Quaresma

Na tradição católica, a Quarta-feira de Cinzas é um lembrete da realidade humana e do convite divino à transformação interior. Dessa forma, inicia-se um período propício de introspecção e arrependimento. Somos continuamente recordados, através da Liturgia propícia para este tempo, a qual reveste a Igreja de roxo e torna mais sóbrios e orantes todos os ritos do culto (decoração, música etc.), que somos seres frágeis e que necessitamos voltar para o nosso Deus, que é amor, com toda esperança, amor e humildade.

Durante a Quaresma, somos chamados a um jejum que vai além do alimento físico, um jejum que nos desafia a nos desapegar de atitudes e comportamentos que nos afastam do Evangelho. É um tempo para o arrependimento sincero, para a oração e para a prática da caridade, abrindo espaço para a esperança e para o renascimento, que culminarão na celebração da Páscoa.

Campanha da Fraternidade 2025

A Campanha da Fraternidade (CF) deste ano se insere harmoniosamente nesse clima de renovação e compromisso social. Tradicionalmente promovida com o intuito de estimular uma reflexão sobre os valores da fraternidade e da justiça, a campanha de 2025 enfatiza o papel de cada um na construção de uma sociedade mais inclusiva e solidária. Ela nos desafia a olhar para as necessidades dos mais vulneráveis e a agir com generosidade e empatia, transformando a fé em atitudes concretas de amor e serviço ao próximo.

Esta iniciativa, que mobiliza comunidades eclesiais e leigas, reforça que a conversão pessoal deve se refletir em ações que promovam a paz, a equidade e a defesa da dignidade humana. Assim, a Campanha da Fraternidade convida todos a viver a fé de forma engajada, estimulando a construção de pontes que unam, em vez de separar, e a trabalhar por um mundo onde a fraternidade seja a base das relações sociais.

Como em todos os anos, o Papa Francisco, gentilmente, envia uma mensagem de apoio e incentivo para o início da nossa CF. Fazemos aqui, um pequeno recorte desta mensagem. Contudo, caso queira ler na íntegra, acesse aqui!

“Por isso, louvo o esforço da Conferência Episcopal em propor mais uma vez como horizonte o tema da ecologia, junto à desejada conversão pessoal de cada fiel a Cristo. Que todos nós possamos, com o especial auxílio da graça de Deus neste tempo jubilar, mudar nossas convicções e práticas para deixar que a natureza descanse das nossas explorações gananciosas.” (Papa Francisco, 2025).

Vale ressaltar, o tema e o lema da CF 2025, Fraternidade e Ecologia Integral – “Deus viu que tudo era muito bom!” (Gn 1,31). Muito propício a nossa leitura e meditação, por pelo menos dois motivos diretamente relacionados: todo o contexto de mudanças climáticas que o globo terrestre está passando e os 10 anos da publicação da encíclica Laudato Si.

O Ano Jubilar de 2025

O Ano Jubilar é uma oportunidade especial concedida pela Igreja para vivenciar a graça da reconciliação e da misericórdia divina de maneira mais intensa. Em 2025, este jubileu se apresenta como um convite para que os fiéis renovem seu compromisso com a fé e com a prática do amor ao próximo. O caráter jubilar do ano enfatiza a ideia de um recomeço, de uma oportunidade de perdoar, de pedir perdão e de se aproximar de Deus com um coração mais aberto. É uma chance para que cada pessoa repense seu caminho e se inspire a viver uma vida marcada pelo serviço, pela solidariedade e pela justiça.

O tema “Peregrinos da Esperança” evoca uma jornada de fé e transformação que se integra profundamente à experiência do Ano Jubilar. Este é um tempo especial para a Igreja, onde cada cristão é chamado a encarar a vida como uma peregrinação, na qual o encontro com Deus se torna o farol que ilumina o caminho, mesmo diante dos desafios cotidianos. Outrossim, nos instiga a abandonar velhos padrões e a construir relações mais solidárias e justas, tanto em nossa vida pessoal quanto na comunidade em que vivemos.

Reflexões do Papa Francisco para a Quaresma de 2025

“Com o sinal penitencial das cinzas sobre as nossas cabeças, iniciamos na fé e na esperança a peregrinação anual da Santa Quaresma. A Igreja, mãe e mestra, convida-nos a preparar os nossos corações e a abrir-nos à graça de Deus para podermos celebrar com grande alegria o triunfo pascal de Cristo, o Senhor, sobre o pecado e a morte, como exclamava São Paulo: «A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» ( 1Cor 15, 54-55). Realmente, Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é o centro da nossa fé e a garantia da nossa esperança na grande promessa do Pai, já realizada n’Ele, Seu Filho amado: a vida eterna (cf. Jo 10, 28; 17, 3)” (Papa Francisco, 2025).

No contexto deste tempo quaresmal e jubilar, a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2025 se destaca por seu tom pastoral e encorajador – Caminhemos juntos na esperança. O pontífice enfatiza que a Quaresma não deve ser vista apenas como um período de abstinência e sacrifício, mas também como uma oportunidade para o encontro transformador com a misericórdia de Deus. Ele nos chama a uma conversão que vai além das práticas externas, uma mudança que se reflete na forma como nos relacionamos com os outros e com a criação.

O Papa Francisco nos lembra que, em meio aos desafios contemporâneos, é preciso cultivar a esperança e a caridade, valorizando a simplicidade e o cuidado com os mais vulneráveis. Essa mensagem, imbuída do espírito do ano jubilar, convida todos a redescobrir a beleza de uma fé viva, que transforma o interior e se traduz em ações concretas de compaixão e solidariedade.

Essa mensagem é um chamado para que, por meio do diálogo e do amor, possamos superar as divisões e contribuir para um mundo onde a dignidade de cada pessoa seja respeitada.

Iniciemos este caminho juntos e com muita esperança

A intersecção entre a Quarta-feira de Cinzas, a Quaresma, o Ano Jubilar, a CF e a mensagem do Papa Francisco oferecem um panorama rico e desafiador para a vida espiritual dos católicos. É um tempo de reflexão profunda sobre nossa condição humana e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de renovação, mudanças, de coragem e esperança. O chamado à conversão é um convite para abandonar o que nos afasta de Deus e abraçar uma vida marcada pela misericórdia, pela compaixão e pelo serviço ao próximo. Pois, ao nos voltarmos para Deus e para o próximo, descobrimos que a verdadeira transformação começa no coração, se espalhando em gestos de amor, justiça e solidariedade que podem transformar nossa realidade e a de toda a comunidade.

Dessa forma, acolhamos o chamado para sermos verdadeiros peregrinos da esperança, como nos pede o Papa Francisco (2025):

“Irmãs e irmãos, graças ao amor de Deus em Jesus Cristo, somos conservados na esperança que não engana (cf. Rm 5, 5). A esperança é “a âncora da alma”, inabalável e segura [8]. Nela, a Igreja reza para que «todos os homens sejam salvos» ( 1Tm 2, 4) e ela própria anseia estar na glória do céu, unida a Cristo, seu esposo. Santa Teresa de Jesus expressou isso da seguinte forma: «Espera, espera, que não sabes quando virá o dia nem a hora. Vela com cuidado, que tudo passa com brevidade, embora o teu desejo faça o certo duvidoso e longo o tempo breve» (Exclamações, XV, 3)”

Por fim, que este período nos inspire a transformar nossas vidas e a comunidade em que vivemos, preparando nossos corações para a alegria redentora da Páscoa.

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