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Ungido e enviado para libertar

Ungido e enviado para libertar

  Estamos no percurso do período litúrgico denominado tempo comum com a oportunidade de aprendermos com a vida e o

 

Estamos no percurso do período litúrgico denominado tempo comum com a oportunidade de aprendermos com a vida e o ministério de Jesus Cristo, iniciado na Galileia.

Neste terceiro domingo acolhemos a versão de Lucas sobre este ministério com os acentos e configurações próprias da teologia de Lucas. Ele alia a sua vocação de historiador com a fé herdada e amadurecida nas comunidades cristãs fundadas pós ressurreição. Ele é fruto do anúncio missionário dos primeiros cristãos e escreve para reforçar este compromisso. 

O evangelho apresentado relata a decisão do evangelista escrever, depois de profunda pesquisa, sobre os acontecimentos realizados e testemunhados por pessoas fidedignas com um profundo ensinamento àqueles que desejam seguir a fé cristã, os amigos de Deus (teo-filos).

Lucas escreve sobre Jesus com o objetivo de ajudar as comunidades cristãs do seu tempo a viverem de forma mais plena os compromissos da fé cristã. É a primeira parte do evangelho refletido neste terceiro domingo comum.  

Em seguida, o texto se volta para o que Jesus fez (Lc 4, 4-21). Durante a sua jornada missionária, já cumprido o mandado do Pai, se apresentou na Sinagoga da sua cidade, Nazaré. Lembremos que Jesus já havia sido batizado e, no batismo, recebeu o Espírito Santo em forma visível de pomba e a confirmação de que faria a vontade do Pai (Lc 3,22)

 Segundo o texto, Ele tinha a força do Espírito e sua fama já se espalhara por toda a redondeza, ou seja, já eram notícia os seus ensinamentos e gestos em favor da vida.  Nesta condição voltou a sua terra para a prece do sábado na Sinagoga, costume dos judeus.

Aqui começou a aparecer o diferencial de Jesus em relação aos demais presentes. Ele tomou o texto do profeta Isaías, onde constava a inscrição: “o Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”.

Certamente esperava-se que fechasse o livro e se prosseguisse um comentário tradicional do texto segundo o costume. Os adultos poderiam tecer comentários da lei.

Todavia, Ele afirmou para os presentes que o texto lido estava se cumprindo na sua pessoa e no que faria: “hoje se cumpriu da Escritura que acabaste de ouvir” (Lc 4,21). No texto proclamado estava seu programa de trabalho. Apresentou-se como porta-voz estabelecido para dar conta daquele projeto. Era o “ungido” do Senhor.

A Palavra encarnada (Jo 1,14) agora se fez a Palavra libertadora dos diferentes tipos de opressões e amarras que afligiam o ser humano: pobreza indigna, cativeiros, cegueiras, opressões. Todos deveriam fazer a alegre experiência do “ano da graça do Senhor”, vontade humana em comunhão com a vontade divina.

 O “jubileu”, júbilo, festa, alegria, só aconteceria, plenamente quando todas as condições concretas de vida digna fossem dadas a todos os seres humanos e estas aconteceriam pela intervenção de Jesus.

 O que era projeto messiânico sonhado pelo profeta Isaías começa a se concretizar pela prática de Jesus.

Jesus, ousadamente, apresenta naquela Sinagoga o seu programa missionário. A Palavra saiu do pergaminho, passou pelos lábios do nazareno e se fez prática diária da sua vida. E todos puderam sentir isso ao longo da atividade de Jesus.

 

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