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Caminhar juntos(as) à Páscoa!

Caminhar juntos(as) à Páscoa!

Páscoa? O termo “Páscoa” desvela seu significado a partir da construção histórica e simbólico sacramental da comunidade humana. Páscoa, do

Páscoa? O termo “Páscoa” desvela seu significado a partir da construção histórica e simbólico sacramental da comunidade humana. Páscoa, do latim “Pascha”, do grego bíblico “Paskha” e do hebraico “Pesah ou Pesach”, significa passagem. Na tradição bíblica do primeiro testamento a Páscoa liga-se, especialmente, à tradição judaica, também conhecida como “Festa da Libertação”; faz memória à libertação do povo hebreu da escravidão egípcia. A passagem da escravidão para a liberdade e a conquista de uma nova condição, vida digna, realiza-se pela construção do caminhar juntos(as), à luz da fé.

A comunidade judaica, pela tradição, faz, ao menos, três peregrinações anuais à Jerusalém no intuito de encontrar-se no Templo. Por razão da Páscoa, há grande e profunda caminhada à cidade sagrada. Jesus de Nazaré, desde a adolescência (Lc 2,41-52), peregrina à cidade santa, na companhia de familiares, amigos e seguidores(as). À memória da libertação, festejar e alegrar-se com a construção de uma nova sociedade é força e esperança na caminhada. Neste sentido, a proposta apresentada por Jesus desperta amor e ódio.

Há quem identifique-se com o Projeto do Reino, segundo a hermenêutica e a práxis de Jesus, e nutra-se pelo mandamento do amor a Deus e às pessoas. Há, contudo, quem se alimente contrariamente à cultura do amor e opte pela violência, ao ponto de, desde outrora, compactuar com crucificações, sejam estas a antiga moda imperial romana ou contemporânea.

João evangelista recorda que “seis dias antes da Páscoa, Jesus dirige-se à Betânia” (Jo 12,1-11) para encontrar-se com uma família de amigos; os irmãos(ãs), Lázaro, Marta e Maria. Estando à mesa, Marta os servia e Maria passa a ungir os pés de Jesus com perfume de nardo puro, enxugando-os com os cabelos. Nobre e silencioso gesto de amor tal unção. Não tarda, todavia, haver questionamentos, principalmente, por parte de Judas Iscariotes, uma vez que o bálsamo tem significativo valor monetário, muito mais que trinta moedas de prata (Mt 26,14-16), entende?   

A escritura sagrada, ademais, faz memória à ceia pascal, na qual Jesus compartilha pão ázimo, vinho e canções com seus discípulos(as), após lavar lhes os pés (Jo 13,1-15) e recomendar: “todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor até que ele venha” (1Cor 11,23-26). À comunidade cristã, a Páscoa, então, compõe o mistério pascal da vida, paixão, morte (Jo 18,1 – 19,42) e ressurreição (Lc 24,1-12; Jo 20,1-9) de Jesus Cristo.

Pela Páscoa, portanto, celebra-se a passagem histórica e transcendental do Emanuel (Deus conosco), em Jesus Cristo, que ressuscita pela graça e amor de Deus que é misericórdia e perdão na ação do Espírito Santo que chama à missão de seguir (Lc 24,13-35), diuturnamente, recriando gestos de unção, partilha e serviço, em busca da Civilização do Amor, contra toda cultura de morte, através da pedagogia não violenta e que ousa propor o caminhar juntos(as) à paz, à vida, na plena certeza de contar com a presença do Cristo Vivo, “todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 20).

Abençoada Páscoa da Ressurreição!

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