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Agosto das Juventudes!

Agosto das Juventudes!

As juventudes têm muitos rostos, línguas, cores, culturas, expressões em suas mais diversas características. Aceita-se dizer, segundo os Estados-membros das

As juventudes têm muitos rostos, línguas, cores, culturas, expressões em suas mais diversas características. Aceita-se dizer, segundo os Estados-membros das Nações Unidas, que a juventude compreende o grupo de pessoas composto por indivíduos entre 15 e 24 anos. No Brasil são consideradas jovens as pessoas entre 15 e 29 anos, pelo Estatuto da Juventude (Lei nº 12.852, de 05 de agosto 2013). Importa recordar, ademais, que o Estatuto da Criança e do Adolescente salvaguarda leis específicas para brasileiros(as) entre 15 e 18 anos (Lei nº 8.069, de 13 de julho 1990). 

Há, na construção de políticas públicas de juventude, por lei do Estatuto, princípios dispostos: promoção da autonomia e emancipação dos jovens; valorização e promoção da participação social e política, de forma direta e por meio de suas representações; promoção da criatividade e da participação no desenvolvimento do País; reconhecimento do jovem como sujeito de direitos universais, geracionais e singulares; promoção do bem-estar, da experimentação e do desenvolvimento integral do jovem; respeito à identidade e à diversidade individual e coletiva da juventude; promoção da vida segura, da cultura da paz, da solidariedade e da não discriminação; e valorização do diálogo e convívio do jovem com as demais gerações” (Art. 2º).  

Estima-se que o Brasil tenha, hoje, 49,95 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Sabe-se que, em nível mundial, existem 1,2 bilhões de jovens entre 15 e 24 anos, o equivalente a 16% de toda população. Pesquisas científicas apontam que, em 2030, a população mundial juvenil atingirá 1,3 bilhões. Como construir e articular digna sustentabilidade à população jovem neste contexto contemporâneo? No âmbito laboral, por exemplo, ter-se-á que articular 475 milhões de locais/postos de trabalho, capazes de acolher dignamente os 73 milhões de jovens, atualmente desempregados; somados aos 40 milhões de indivíduos anuais, disponíveis ao mercado de trabalho.

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 1999, ao acolher a recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis ​​pela Juventude, objetivando destacar a participação juvenil para o desenvolvimento da sociedade, promulgou o “Dia Internacional da Juventude” a ser celebrado, anualmente, em 12 de agosto. A data almeja focar na educação e conscientização dos/as jovens e na sua responsabilidade como representantes do futuro planetário. Há que se refletir e agir, porém, desde o tempo presente. Que vértices encontram-se disponíveis às juventudes e ao seu protagonismo?

Neste 2021, a saber, o Dia Internacional da Juventude propôs-se o tema “Transformando os sistemas alimentares: a inovação juvenil para a saúde humana e planetária”. No âmago das reflexões e propostas de ações arquiteta-se, pela participação juvenil, a Agenda 2030. Mencionadas em quatro áreas, específicas (emprego, meninas adolescentes, educação e desportos para a paz), as juventudes são reconhecidas como agentes de mudança, potenciais responsáveis de ação e seguridade de um mundo adequado às gerações futuras. A ONU “reconhece o valor dos jovens na construção de sociedades sustentáveis, inclusivas e mais justas para todos. Por essa razão, é necessário enfrentar desafios como o acesso à educação, saúde, o emprego e a igualdade de género”.

A juventude articulada aos processos de desenvolvimento, implementação, acompanhamento e revisão da Agenda 2030 é reconhecida pela ONU como luz às nações, pois, os/as jovens são “portadores de tochas” neste caminho em construção, no qual defende-se que “ninguém será deixado para trás”. “O bem-estar, a participação e o empoderamento da juventude são os principais impulsionadores do desenvolvimento sustentável e da paz em todo o mundo”.

Jovens, “vocês são a luz do mundo” (Mt 5,14), recorda-nos a sagrada escritura. Concluo, parafraseando Francisco, por ocasião do Dia Internacional da Juventude: “Com a ajuda dos jovens e seu espírito inovador, podemos realizar o sonho de um mundo onde pão, água, medicamentos e trabalho fluam em abundância e cheguem primeiro aos mais necessitados” (Papa Francisco, 12 08 2021). “Brilhe a luz de vocês diante das pessoas, para que elas vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês que está nos céus” (Mt 5,16).

 

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