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Ascensão do Senhor

Ascensão do Senhor

A liturgia deste domingo celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor. (Atos 1,1-11, Salmo 46, Efésios 1,17-23 e Lucas 24,46-53).

A liturgia deste domingo celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor. (Atos 1,1-11, Salmo 46, Efésios 1,17-23 e Lucas 24,46-53). A Igreja, em forma de oração e louvor, anuncia e aprofunda a artigo da Profissão de Fé que diz: Jesus “subiu aos céus; está sentado à direita de Deus pai Todo-poderoso, donde há vir a julgar os vivos e os mortos”.

            A oração da coleta e do prefácio da Missa da Solenidade da Ascensão mostram como deve ser entendido e celebrado este acontecimento. Reza a oração da coleta: “Deus todo-poderoso, fazei-nos exultar de santa alegria e fervorosa ação de graças, pois na ascensão de Cristo vosso Filho nossa humanidade foi elevada junto de vós e, tendo ele nos precedido como nossa cabeça, nos chama para a glória como membros do seu corpo”. O Prefácio reza: “Pois o Senhor Jesus, Rei da glória, vencedor do pecado e da morte, ante os Anjos maravilhados, subiu ao mais alto dos céus, constituído Mediador entre Deus e a humanidade, Juiz do mundo e Senhor do universo. Ele, nossa cabeça e princípio, nos precedeu, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar a nós, membros do seu corpo, a confiança de um dia o seguirmos”.

            Na nossa condição humana, normalmente, as despedidas são sofridas e causam tristeza. Porém, a ascensão de Jesus é marcada pela alegria. Registra o evangelista Lucas: “Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. Eles o adoraram. Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria. E estavam sempre no Templo, bendizendo a Deus”.

            Como foi possível aos discípulos viver a ascensão de Jesus como uma experiência que trouxesse alegria depois de terem vivido o drama da paixão e morte do Mestre? O sermão de São Leão Magno, primeiro Papa a usar o nome de Leão (440-461), nos faz compreender o que aconteceu: “Caríssimos filhos, os dias entre a ressurreição e a ascensão do Senhor não foram passados na ociosidade. Pelo contrário, neles se confirmaram grandes sacramentos, grandes mistérios foram neles revelados. No decurso destes dias foi afastado o medo da morte cruel e proclamada a imortalidade não apenas da alma, mas também do corpo. Nestes dias, mediante o sopro do Senhor, todos os apóstolos receberam o Espírito Santo; nestes dias foi confiado ao apóstolo Pedro, mais que a todos os outros, o cuidado do rebanho do Senhor, depois de ter recebido as chaves do reino. Durante esses dias, o Senhor juntou-se, como um terceiro companheiro, a dois discípulos em viagem, e para dissipar as sombras de nossas dúvidas repreendeu a lentidão de espírito desses homens cheios de medo e pavor. Seus corações, por ele iluminados, receberam a chama da fé; e à medida que o Senhor ia lhes explicando as Escrituras, foram se convertendo de indecisos que eram em ardorosos. E mais: ao partir o pão, quando estavam sentados com ele à mesa, abriram-se-lhes os olhos. Abriram-se os olhos dos dois discípulos, como os dos nossos primeiros pais. […] Durante todo esse tempo, caríssimos filhos, passado entre a ressurreição e a ascensão do Senhor, a providência de Deus esforçou-se por ensinar e insinuar não apenas aos olhos, mas também aos corações dos seus que a ressurreição do Senhor Jesus Cristo era tão real como o seu nascimento, paixão e morte. Os santos apóstolos e todos os discípulos ficaram muito perturbados com a tragédia da cruz e hesitavam em acreditar na ressurreição. De tal modo eles foram fortalecidos pela evidência da verdade que, quando o Senhor subiu aos céus, não experimentaram tristeza alguma, mas, pelo contrário, encheram-se de grande alegria. Na verdade, era grande e indizível o motivo de sua alegria: diante daquela santa multidão, contemplavam a natureza humana que subia a uma dignidade superior à de todas as criaturas celestes, ultrapassando até mesmo as hierarquias dos anjos e a altura sublime dos arcanjos. Deste modo, foi recebida junto do eterno Pai, que a associou ao trono de sua glória, depois de tê-la unido na pessoa do Filho à sua própria natureza divina”.

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