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Arquidiocese participa do 3º Sulão das CEBs

Arquidiocese participa do 3º Sulão das CEBs

A cidade de Fraiburgo, na Diocese de Caçador, acolheu os mais de 400 delegados para o 3º Encontro das Comunidades

A cidade de Fraiburgo, na Diocese de Caçador, acolheu os mais de 400 delegados para o 3º Encontro das Comunidades Eclesiais de Base do Sulão, que integra os estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Rio Grande do Sul esteve representado por mais de 50 delegados, entre eles três da Arquidiocese de Passo Fundo: Maria Inês Backes Sehn, Odete Pozzan Schmitz e Pedro Selomar Sehn. No final do primeiro dia, 11 de setembro, os participantes foram encaminhados para as famílias que os acolheram.

Após a mística inicial e manifestações de um representante por regional, o segundo dia teve a assessoria do Professor Dr. Jelson Oliveira (PUC-PR) que abordou o tema da luta do Contestado. Os que participaram há 100 anos eram chamados de “os fanáticos dos sertões catarinenses”. O assessor citou o apóstolo Paulo que já falava “nos “loucos da cruz”, que são aqueles resistentes ao modelo dado como certo, único caminho. Então, o povo do Contestado era resistente e movido por uma mística de preservação em contraste com o desenvolvimento da época, representado pelas estradas de ferro construídas na região

Jelson disse que “desenvolver é tirar o que envolve, é crescer de forma acelerada”. Por isso, o desenvolvimento tem um custo alto. Há 100 anos, ocasionou três situações:

a) problema ambiental com a destruição de matas pela madeireiras. Vivemos a sexta onda de extinção, a última foi a que terminou com os dinossauros e mais de 75% da vida do planeta. Atualmente, 47 espécies da flora e da fauna desaparecem diariamente. A cada ano, catalogam-se 13 mil tipos de vida e desaparecem 17 mil;

b) quem paga pelo desenvolvimento é o povo. Citou o caso de um trabalhador boia-fria da região canavieira paulista que vive menos que um escravo. Infelizmente, 40 mil pessoas vivem em situação análoga de escravidão no Brasil. Para manter este modelo, explora-se a mão de obra;

c) uso da força militar. O Estado precisa usar a força militar e enfrentar quem não concorda com este modelo. Pior que isso são as milícias privadas. Utilizaram-se aviões pela primeira vez na guerra do Contestado e 80% do exército brasileiro.

Na parte da tarde, houve trabalhos em grupos que refletiram como reencantar a vida, a natureza, a igreja e a sociedade. Após a plenária dos grupos, aconteceu a celebração eucarística com a presença do bispo de Caçador, dom Severino Clasen, OFM.

No dia 13, os delegados dirigiram-se a Timbó Grande onde ocorreu a Romaria do Centenário do Contestado que teve a participação de mais de sete mil pessoas dos quatro estados que integram o Sulão. O 4º Sulão das CEBs ocorrerá no Rio Grande do Sul em 2019.

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo

imprensa@pastoral.com.br

Colaboração: Pedro Selomar Shen

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