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Encerramento do Ano Jubilar: a peregrinação na esperança continua

Encerramento do Ano Jubilar: a peregrinação na esperança continua

Neste dia 28 de dezembro, Festa da Sagrada Família de Nazaré, encerramos na Arquidiocese de Passo Fundo o Ano Jubilar,

Neste dia 28 de dezembro, Festa da Sagrada Família de Nazaré, encerramos na Arquidiocese de Passo Fundo o Ano Jubilar, em comunhão com as Igrejas particulares do mundo todo e cumprindo o que sugeria o saudoso Papa Francisco de que se fizesse o encerramento solene nas Igrejas particulares na data prescrita. O Jubileu Ordinário terminará com o encerramento da Porta Santa da Basílica Papal de São Pedro, no Vaticano, na solenidade da Epifania do Senhor, dia 6 de janeiro de 2026. Lembramos que esta Porta foi aberta solenemente no dia 24 de dezembro de 2024. Declarou a abertura e agora declara o fechamento deste tempo de graça.

O Ano Jubilar foi um período de graças marcado por diferentes momentos celebrativos desde o lançamento nesta Igreja local em 29 de dezembro de 2024.  Neste tempo a Igreja do mundo todo foi motivada a rezar e refletir a sua condição de peregrina de esperança.

Refletia-se, neste tempo, estas duas condições da missão da Igreja e de cada cristão. A dimensão de peregrino enquanto pessoa que caminha com um objetivo. É diferente do caminhante sem rumo, sem objetivo definido. A imagem que ajuda neste aspecto é a do povo de Deus que andava no deserto. Peregrinava com objetivo especifico, chegar à terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel, cumprindo a promessa divina (Ex 3,8). A esperança marca a vida cristã. Por isso somos peregrinos “de esperança”. O apóstolo Paulo em carta aos Romanos assegura que ela nasce do amor de Deus derramado em nós, através de Jesus pelo Espírito Santo (Rm 5,5). A fé leva os cristãos a manterem viva esta esperança e celebrá-la com júbilo.

Assim, no dia 30 de março celebramos no Santuário Nossa Senhora Aparecida com as catequistas sua experiência missionária a serviço da iniciação à vida cristã e à formação na fé daqueles que procuram as comunidades para viverem a experiência com Jesus Cristo, razão da esperança do ser humano.  No dia 27 de abril, no mesmo local, celebramos com os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, sua missão de levar a esperança em Cristo a todas as pessoas, especialmente aos doentes e idosos, impedidos de frequentar regularmente a vida comunitária. No dia 19 de outubro, coordenados pelo Setor Juventude celebramos com as diferentes representações de jovens, atuando em nossa arquidiocese e acolhendo sua presença evangelizadora nesta região a partir de seus carismas específicos. Foi uma tarde significativa quando percebemos a alegria do rosto jovem da nossa Igreja e o testemunho valioso que podem dar pela sua presença nas comunidades.

Outras pastorais também fizeram sua celebração jubilar, marcando presença no Santuário Nossa Senhora Aparecida, como a pastoral das migrações que se reuniu no dia 04 de outubro, a pastoral dos surdos, movimentos eclesiais e os trabalhadores da Romaria Arquidiocesana. Algumas paróquias e grupos paroquiais também fizeram peregrinações até o santuário acolhendo o pedido do saudoso Papa Francisco de fazerem peregrinações assinalando a proposta jubilar. As nove áreas pastorais da Arquidiocese realizaram vários eventos para demarcar o Ano Jubilar com celebrações e peregrinações. De diferentes modos foi se constituindo esta espiritualidade celebrativa, demarcando o júbilo pelos 2025 anos pela encarnação do verbo de Deus.

Na noite do dia 25 de dezembro celebramos a noite festiva do nascimento do menino Jesus, a decisão de Deus vir até nós feito humano e assumindo todas as condições de um ser humano, inclusive a pobreza e a fragilidade. É a forma plena e significativa do seu amor. No dia 25 inspirados pelo evangelho de João rezamos que o verbo se fez carne e veio habitar entre nós (Jo 1,14).  A humanidade caminha há 2025 anos sobre a luz e a orientação do verbo encarnado, uma caminhada marcada pela esperança que sempre se renova.

O encerramento do Ano Jubilar deixa-nos em aberto a tarefa de continuarmos acolhendo a esperança que vem do Menino que nasceu, do verbo feito carne disposto a habitar entre nós, fazendo-se um de nós para levar-nos ao alto. Deixa-nos também o compromisso de continuarmos sendo sinais de esperança, sobretudo diante de pessoas e lugares onde estão fragilizados.

A contemplação da Família de Nazaré, festa litúrgica deste domingo, convida a rezar o amor de Deus e o compromisso de acolher e continuar sendo sinal de esperança.

 

Pe. Ari Antonio dos Reis

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